
O fim sem princípio.
Dois anos de caroços e cascas para o chão foram basicamente o que sobrou de uma laranja, espremida quase sem nexo, liderada, em bicos de pés, por Luis Marques Mendes.
Dois anos em que o líder do principal partido da oposição não conseguiu chegar às ramagens mais altas onde crescem, sem dúvida, os rebentos mais apetitosos de qualquer árvore de fruto.
Tempos em que pareceu que circulava sozinho, em que ele próprio teve que construir com as suas mãos um degrau junto da sua bancada no parlamento para que ninguém mais lhe espreitasse os apontamentos por cima da careca. Anos em que planeou a construção de um corredor elevado nos gabinetes de S. Bento para que nenhum líder mundial o fizesse parecer um pigmeu durante cerimónias protocolares. Dúzias de sapatos de tacão e agulha, projectos deitados borda fora agora que o PSD é liderado por um sujeito com medidas que lhe permitem cumprir o serviço militar.
Vergonhosa a forma como obrigaram a criança a atravessar a estrada sem que ninguém lhe estendesse a mão...
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