terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Alberto João Jardim... a alegoria do ridículo


A semana passada ficará para sempre marcada por duas notícias que abalaram, de formas opostas o nosso rico país.

A saber: (notícias organizadas por ordem cronológica)

1º notícia:
Alberto João Jardim anuncia a sua demissão do cargo de "Ditador" da Madeira, deixando lavados em lágrimas, quer por tristeza, quer, opostamente, por alegria descontrolada milhões de habitantes deste nosso Portugal, e até do estrangeiro!!
A Madeira entrou em choque, milhares de comerciantes de cuecas ficaram em choque, um pastor da Serra da Estrela entrou em choque, Salazar deu voltas na cova... há notícias de que o próprio Fidel, suprassumo das actuais ditaduras, atentou contra a sua própria segurança pessoal. Rezaram-se missas para que Alberto mudasse de ideias, sacrificaram-se cabras e galinhas... tudo sem resultado prático nos primeiros segundos imediatos ao anúncio de tal calamidade.

2ª notícia:
Alberto João Jardim, anuncia a sua recandidatura ao cargo de Governador Madeirense, levando de novo o povo às lágrimas, sendo que agora os papeis foram alternados. Quem anteriormente chorava cravado por lanças de tristeza, chora agora de alegria descontrolada.
Desta vez quem ficou chocado foram apenas os papalvos... os que acreditavam mesmo que a carraça se ia desatascar do poder.
Corre o boato que o PSD Madeirense já tinha, por pura precipitação, distribuído alguns frigoríficos e quilos de arroz, com o lema da nova campanha (manobra amplamente utilizada no continente por Valentins, Felgueiras e companhia Lda.) mesmo antes do anúncio da recandidatura, pincelando nuances de premeditação nesta manobra política.

Ficamos agora na expectativa de que Cavaco Silva promulgue esta patetice e nos faça gastar mais uns milhões de euros noutra campanha política, acto caprichoso de um senhor que nada mais quer que provar ao Engenheiro Sócrates que continua rei e senhor na Madeira, abraçando os Madeirenses num sentimento de revolta para com o continente. Fazendo esquecer que é esse mesmo continente que lhe compra as bananas, lhe enche os hotéis e fornece crédito para a construção de aeroportos, centros culturais, marinas paradisíacas, nunca cheiradas pelos madeirenses, que não habitando em pleno Funchal se vêm arredados da onda de desenvolvimento, aclamando o seu líder com redobrada convicção.

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